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Review: Liga da Justiça

Poucas vezes eu quis tanto ver um filme estrear. Para alguém que como eu, acompanha o noticiário hollywoodiano diariamente, todo o processo de produção, divulgação e lançamento deste filme foi extremamente exaustivo, focado em noticias sobre direção, produção, bigodes, e até mesmo sobre a permanência de atores para DEPOIS do filme, numa tentativa incansável de estabelecer que ele não viesse a funcionar. Bem, isso pode até ter se tornado verdade em critérios de bilheteria inicialmente, mas no que diz respeito ao longa em si, fico feliz em dizer que, apesar dos pesares, o saldo foi positivo com um filme bastante divertido.
Alias, “diversão” é a palavra mágica sobre Liga da Justiça. Claramente houve uma correção de curso no tom qual a DC vinha construindo seus filmes, em especial quando Joss Whedon assumiu este aqui. Essa nova e divertida pegada aplicada ao filme conseguiu superar problemas de historia e roteiro que ele tem, tal como um vilão bem qualquer coisa, o transformando em um e…
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Review: Thor Ragnarok

Nessa onda crescente do gênero de super-heróis no cinema nas ultimas duas décadas, existiam dois que sofriam especialmente do mesmo problema: Wolverine e Thor.  Ambos tiveram um excelente casting, contribuem muito para os filmes de equipe quais participam (X-men e Vingadores, respectivamente), porém nunca conseguiram lançar filmes solos unanimemente bons. Curioso também como para ambos serviu a regra do “the third is the charm” e inclusive no mesmo ano, pois tal como Logan foi para o Wolverine, Ragnarok é onde o Deus do Trovão finalmente encontra sua identidade.
Curiosa também a contradição de caminhos, pois enquanto ao mutante faltavam maturidade e brutalidade, tanto física quanto dramática, o que faltava a Thor era se levar menos a sério. Pois o filme do talentoso diretor Taika Watiti (o terceiro diretor na franquia) o leva zero a sério, sendo justamente seu timing impecável para comédia o que dá vida nova ao Deus nórdico. Esse filme abraça o lado ridículo de toda a pompa de reino…

Review: Blade Runner 2049

Antes de falar sobre o novo Blade Runner é interessante fazer um pequeno panorama sobre o filme original. Lançado em 1982 ele se tornou um clássico Cult que influenciou animes e filmes de ficção cientifica que vieram depois dele ao ponto de que se você nunca o assistiu e for o assistir hoje (como eu fiz), vai perceber que passou a vida assistindo a vários filmes que fizeram referencia ou se inspiraram nele. Apesar disso o filme foi um fracasso de bilheterias quando saiu, se tornando um clássico posteriormente no home vídeo e eu acredito que isso tenha acontecido pelos mesmos motivos quais a sequência segue o mesmo caminho.
Primeiramente eu preciso falar o quão lindo ele é. O diretor Denis Villeneuve e seu recorrente parceiro de fotografia Roger Deakins (essa é a segunda parceria, a primeira foi Sicario) já são conhecidos pelo trabalho visual de seus filmes e aqui eles tiveram uma das melhores bases artísticas do cinema sci-fi pra trabalhar em cima. Isso resultou em um filme que não …

Review: Mãe!

Se tratando de um filme tão diferente quanto Mãe!, não é estranho que esse vá ser um review diferente. Neste review em especial eu vou falar o que achei do filme e o que entendi dele, por essa razão já darei um aviso: se você não assistiu ao filme ainda, pare por aqui e volte apenas quando tiver assistido. Digo isso porque o filme é pura metáfora e simbologia, deixando passível a diversas interpretações e a melhor maneira de descobrir a sua é ir ao cinema sem influências.
Ainda aqui? Ok, vamos lá. Eu estranhei muito quando, ao fim da sessão, ouvi alguém dizer algumas filas acima de mim: “- Não entendi nada”. Vivemos em uma sociedade de grande maioria religiosa ou de pelo menos criação religiosa e onde a Bíblia Sagrada é o livro mais vendido do mundo, sendo assim, como é possível que as pessoas tenham dificuldade em entender uma analogia a ela quando veem? Pois pra mim essa foi a interpretação primaria de Mãe!, uma grande releitura da Bíblia, desde Gênesis até o Apocalipse, em uma ve…

Review: Kingsman - O Círculo Dourado

Por Fernando Vital
Quando uma nova franquia consegue a proeza da autorreferência e, mais importante, faz com que o público capte essas referências sem explicações desnecessárias, então significa que ela está no caminho certo, e isso é perceptível em Kingsman: O Círculo Dourado. Na continuação do longa de 2015, que foi uma das maiores surpresas do cinema de ação nos últimos anos, o cineasta Matthew Vaughn manteve todos os elementos que fizeram do primeiro um sucesso de público e crítica, homenageando ainda a loucura introduzida pela série cinematográfica que, se depender desses dois primeiros episódios, tem um potencial enorme.

Mais do que manter as características já inerentes à marca Kingsman nos cinemas, O Círculo Dourado consegue também elevar o nível em diversos sentidos. O primeiro deles já é óbvio só de olhar para o pôster. Uma produção que reúne figuras como Colin Firth, Julianne Moore, Halle Barry, Jeff Bridges, Mark Strong e Elton John (numa participação maravilhosa, tornando-o…

Review - IT: A Coisa

O relacionamento entre o cinema e as obras de Stephen King é longo, você encontra adaptações de sua obra desde O Iluminado até o mais recente A Torre Negra. Foram proporcionados vários altos e baixos, com um dos maiores momentos sendo a minissérie televisiva dos anos 1990 de It – A Coisa, chamado de “Uma obra prima do medo”, um marco inclusive pela performance de Tim Curry no papel do palhaço Pennywise. Pois comparações a parte, com a nova adaptação, IT volta a ser um marco.
A primeira coisa que preciso discutir aqui é o fato de que, pelo menos nessa nova versão, não se trata propriamente de um filme de terror, não aquele terror convencional, focado em assustar e etc. Ele assusta, e talvez seja bem eficaz nessa parte com um publico que tal como eu é fraco para o gênero, porém quem for ao cinema buscando as experiências da franquia Invocação do Mal, por exemplo, talvez venha a se decepcionar. Este filme é sobre os desafios e perigos que se pode enfrentar na adolescência como bullyng,…

Review: Atômica

O filme anterior do diretor David Leitch, De Volta ao Jogo, realizado em parceria com Chad Stahelski, chamou muito a atenção por pegar a tradicionalíssima formula dos filmes de ação sobre assassinos espiões e dar uma modernizada, ao mesmo tempo em que modernizava Keanu Reeves, no que foi considerado seu retorno. Apesar do ar fresco dado a tal formula, existia algo que a antiga e a nova visão mantinham: um protagonista masculino. Como sempre, um homem chutando milhões de bundas por aí. E é por essa “falha” no anterior que seu novo trabalho, Atômica, sai à frente.
Tão formulatico quanto o anterior, aqui talvez até mais por repetir a versão modernizada da formula, Atômica adiciona uma camada a mais de novidade por colocar uma mulher no papel de ação sempre dominado por homens em papel totalmente igualitário. Ela não bate e nem apanha menos ou mais que Reeves, ou Jason Staham, ou Steven Seagal, e a principal competência da proposta aqui é mostrar isso de forma crua e crível. Claramente …