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Review: X-men Fênix Negra

No fim dos anos 1990, quando se tratava de cinema, os super heróis tinham seguido um arco bastante comum nos quadrinhos. Uma vez heróis com grandes sucessos pelas mãos de Richard Donner e Tim Burton, as maiores franquias do gênero tinham seguido um caminho desastroso, o que levou todo e qualquer executivo de Hollywood a evitar adaptações do tipo. Mas eis que na virada do século uma aposta foi feita. A Fox aceitou o pitch de um filme dos populares X-men (que já tinham uma série de sucesso no canal infantil deles) com direção de Bryan Singer, vindo do aclamado “Os Suspeitos”, em uma versão os transcrevendo para o cinema como ficção cientifica. O filme foi um sucesso de publico e critica, todos os estúdios foram atrás da Marvel buscando direitos dos personagens e começava ali o renascimento dos super heróis nos cinemas. Tudo graças aquela primeira aposta, ao primeiro X-men.
E depois de 19 anos e de dividir com “Missão:Impossível” o titulo de franquia ininterrupta mais longa do cinema (a…
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Review: Aladdin

Enquanto filho dos anos 1990, e de acordo com a proposta desses projetos, eu normalmente vou assistir a esses remakes de clássicos Disney sabendo exatamente o que estou procurando ali. Uma vez que a promessa é de um literal remake do filme clássico eu procuro por similaridades, por reconhecer o original ali, mas também procuro por razões que justifiquem o remake, através de novas interpretações ou questões apresentadas que antes não estavam ali. Pois apesar de pontuais problemas, Aladdin é competente em atender a essas expectativas.
Talvez seja interessante alertar que assistir ao original muito próximo a sessão do remake pode não ser uma boa ideia. A fim de chegar em sua própria versão da historia, o filme faz uma adaptação corrida do inicio da animação que, se estiver fresca na cabeça, pode deixar a sensação de que o filme está contando tudo em um ritmo acelerado. Eventualmente ele assume um ritmo normal e é basicamente quando ele começa a funcionar melhor. O roteiro é bem escrito…

Review: Detetive Pikachu

Por mais que eu tenha meus guilty pleasures, é preciso admitir que até então Hollywood tinha falhado (ou pelo menos não obtido sucesso) em adaptar as franquias de videogames para o cinema. Tinha, pois Detetive Pikachu vem mudar esse cenário como o primeiro filme baseado em um jogo que consegue cumprir todas as suas obrigações enquanto versão cinematográfica.
O primeiro problema dessas adaptações vinha sendo roteiro, o que na mídia dos videogames tem uma estruturação bem diferente do cinema e acabava sendo traduzido sem ser repensado, e quando repensado, era da forma errada. O último Tomb Raider, por exemplo, que é um filme que eu gosto muito, tinha todos os seus problemas concentrados no roteiro. O que Detetive Pikachu faz é pegar um gênero bem especifico de cinema, os filmes policiais, e adaptar a faixa etária e a proposta do jogo, além de preencher com referências suficientes para que ele consiga ser um filme e uma adaptação do jogo ao mesmo tempo e de forma orgânica. Os plot twis…

Review: Vingadores - Ultimato

Ao fim da sessão de “Vingadores Ultimato” eu tive uma sensação única, a de ter acabado de ver algo muito grandioso acontecer. Se eu puder comparar, me pareceu algo similar a quando vi “O Retorno do Rei”, “Cavaleiros das Trevas”, ou como dizem ter sido quando “O Retorno de Jedi” chegou aos cinemas, um marco na cultura pop, um evento que será lembrado nos anos pela frente. Esse era o plano do Marvel Studios quando criou o minucioso e engenhoso projeto de universo cinematográfico e eles conseguiram realizar com maestria.
Este “Ultimato” funciona tanto como filme individual, quanto “season finale” do grande seriado cinematográfico que se tornou este universo de heróis. É claro, enquanto filme evento, ele tem peso redobrado para quem acompanhou toda essa saga de vinte e dois filmes, uma saga qual ele inteligentemente homenageia e referencia, lembrando o quão gigantesco foi o caminho até aqui. Inteligência alias é a palavra que melhor define o roteiro do filme, que usa de sacadas excelent…

Review: Shazam!

Apesar de a essa altura ser passível de opinião (eu ainda acho Homem de Aço um ótimo filme), é inquestionável que o universo idealizado por Zack Snyder para a DC nos cinemas não conseguiu se conectar com o publico como precisava.Porém a correção de curso realizada com a mudança de nomes criativos e executivos tem tido sucesso em realizar essa conexão. A mistura do tom apresentado até então com algo mais esperançoso e fantástico no Mulher-Maravilha de Patty Jenkins apresentou um rumo pelo qual Aquaman de James Wann acelerou e esse Shazam agora faz uma constante. Se o primeiro apresentou a esperança e o segundo a imaginação, este vem apresentar o coração do universo DC.
Sim, pois coração é a palavra que melhor define Shazam,ele é um filme com o coração que se espera de uma criança e a força que se espera de um super-herói. Contando a historia de Billy Batson, um garoto órfão que é escolhido para se tornar um adulto super poderoso toda vez que grita “Shazam!”, o que acompanhamos aqui é …

Fox Agora é Disney: Isso Não é Uma Boa Notícia

Eu tenho sido veemente contra toda a situação da compra da maior parte do conglomerado Fox pela Disney desde que o acordo foi anunciado. Enquanto a comunidade nerd comemorava a possível volta dos X-men e do Quarteto Fantástico as mãos da Marvel, finalmente ingressando ao bem sucedido Marvel Studios, eu venho tentando debater que essa compra é muito maior que isso. A cada nova informação eu fiz postagens questionando o impacto negativo que a mudança teria no cinema como um todo e, agora que chegamos a uma realidade onde essa compra aconteceu, resolvi fazer esse texto argumentando do porque essa compra é uma péssima noticia.
A primeira coisa que precisa ser entendida é que Disney dessa vez não está adquirindo Marvel Studios, ou Lucas Films, ou Pixar, que lançavam de um a dois filmes ao ano. O 20th Century Fox era um dos seis maiores estúdios de cinema de Hollywood e um dos mais antigos inclusive, com uma agenda que chegava a DOZE filmes por ano, a par com Warner, Paramount, Universal …

Review: Capitã Marvel

Antes de qualquer coisa, preciso fazer um disclaimer aqui. Eu sou um grande fã da Capitã Marvel nos quadrinhos e em demais mídias e (especialmente após assumir esse manto de Capitã) Carol se tornou com o tempo a minha super heroína favorita dentro da casa de ideias. Preciso dizer isso para que se entenda que minhas expectativas com o filme eram extremamente altas e, tal como Mulher-Maravilha na DC, eu espera que esse se tornasse o meu filme favorito do Marvel Studios. Não foi exatamente o que aconteceu.
E não me entendam mal, Capitã Marvel está longe de ser um filme ruim. Ao contrário, no que diz respeito a contar uma tradicional historia de origem de uma personagem, ele marca todas as caixinhas de um debut no Universo Cinematográfico Marvel e não deve em nada as origens de Thor, Capitão América, Homem de Ferro e do atual Homem-Aranha. É aí que começa o problema. O filme é tão limitado a sua função que acaba resultando em uma produção que poderia facilmente ter sido lançada lá na pri…