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Fox Agora é Disney: Isso Não é Uma Boa Notícia

Eu tenho sido veemente contra toda a situação da compra da maior parte do conglomerado Fox pela Disney desde que o acordo foi anunciado. Enquanto a comunidade nerd comemorava a possível volta dos X-men e do Quarteto Fantástico as mãos da Marvel, finalmente ingressando ao bem sucedido Marvel Studios, eu venho tentando debater que essa compra é muito maior que isso. A cada nova informação eu fiz postagens questionando o impacto negativo que a mudança teria no cinema como um todo e, agora que chegamos a uma realidade onde essa compra aconteceu, resolvi fazer esse texto argumentando do porque essa compra é uma péssima noticia.
A primeira coisa que precisa ser entendida é que Disney dessa vez não está adquirindo Marvel Studios, ou Lucas Films, ou Pixar, que lançavam de um a dois filmes ao ano. O 20th Century Fox era um dos seis maiores estúdios de cinema de Hollywood e um dos mais antigos inclusive, com uma agenda que chegava a DOZE filmes por ano, a par com Warner, Paramount, Universal …
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Review: Capitã Marvel

Antes de qualquer coisa, preciso fazer um disclaimer aqui. Eu sou um grande fã da Capitã Marvel nos quadrinhos e em demais mídias e (especialmente após assumir esse manto de Capitã) Carol se tornou com o tempo a minha super heroína favorita dentro da casa de ideias. Preciso dizer isso para que se entenda que minhas expectativas com o filme eram extremamente altas e, tal como Mulher-Maravilha na DC, eu espera que esse se tornasse o meu filme favorito do Marvel Studios. Não foi exatamente o que aconteceu.
E não me entendam mal, Capitã Marvel está longe de ser um filme ruim. Ao contrário, no que diz respeito a contar uma tradicional historia de origem de uma personagem, ele marca todas as caixinhas de um debut no Universo Cinematográfico Marvel e não deve em nada as origens de Thor, Capitão América, Homem de Ferro e do atual Homem-Aranha. É aí que começa o problema. O filme é tão limitado a sua função que acaba resultando em uma produção que poderia facilmente ter sido lançada lá na pri…

Review: Roma

Artisticamente, há quem diga que um filme pertence ao diretor. Essa discussão rende bastante, mas focarei neste argumento pois é o que eu acredito a respeito de cinema. Note que um filme tende a desandar de verdade quando surgem problemas com a direção, seja porque ela foi displicente ou vetada. Quão mais pessoal o projeto é para o diretor, mais ele traduz aquele profissional. Conhecer um diretor de verdade é assistir seus projetos mais pessoais. Quando os créditos de Roma, logo em seu inicio, anunciam Alfonso Cuarón como roteirista, diretor e diretor de fotografia do filme, não restam duvidas, estamos prestes a o conhecer como nunca antes.
A critério de sua emoção individual enquanto filme, essa paixão já pode ser sentida se você assistir Roma sem saber muito dos detalhes do sobre como ele foi concebido mas é com a informação que seus significados se abrem (e ele fez questão de deixar isso claro na mídia). O que estamos assistindo aqui é a reprodução fiel da infância de Cuarón no M…

Review: Infiltrado no Klan

Quando bem usado o entretenimento pode ser uma arma poderosa. Uma mensagem transmitida através do humor tem um efeito ainda mais avassalador pois algo que nos diverte é absorvido com muita facilidade e o peso do que lhe foi informado só vem a ser sentido quando já está dentro de você, de maneira que após te divertir, te constrange. É exatamente isso que Spike Lee faz com esse Infiltrado no Klan, fácil meu favorito na disputa pelo Oscar até então.
Apesar de baseada em fatos reais, o que poderia ser convertido em um documentário ou biopic bastante sério, Infiltrado no Klan transforma fatos reais em narrativa cinematográfica. Com um humor nervoso que aposta no absurdo da historia sobre o racismo nos anos 1970, ele nos guia na empreitada de Ron Stallworth (John David Washington), policial negro que, com a ajuda do policial judeu Flip Zimmerman (Adam Drive), decide se infiltrar na cresce organização de extremistas brancos Ku Klux Klan. Nessa jornada encaramos momentos que vão da sátira a …

Review: Wi-Fi Ralph - Quebrando a Internet

Sequências de animações costumam ser um território complicado. Antes dos anos 2000 animações vinham sem pretensões de continuar historias, o que mudou após a virada do século, começando pela Dreamswork, depois pela Pixar, até a prática chegar ao Disney Animation Studios. Por um lado, algumas dessas continuações se justificaram e mantiveram o nível dos originais, como “Sherk 2” e a impecável trilogia "Toy Story", enquanto por outro lado tivemos “Procurando Dory” ou “Universidade Monstro” que não alcançaram o status de seus antecessores. Pois “Wi-Fi Ralph” caminha entre os dois cenários.
Primeiro de tudo, o filme original não precisava de uma sequência. Sua historia tem inicio, meio e fim bem estabelecidos e os arcos narrativos de todos os personagens estavam concluídos, logo, essa sequência já vem com o peso de apresentar questões totalmente novas a serem trabalhadas. O resultado foi um filme em um cenário completamente diferente do anterior, com milhões de easter eggs, uma…

Oscar 2019 - Os Indicados

Revelados os indicados pela Academia ao Oscar 2019 e a seguir você confere a lista dos prestigiados: Melhor Filme Black Panther BlacKkKlansman Bohemian Rhapsody The Favourite Green Book Roma A Star Is Born Vice Melhor Atriz Yalitza Aparicio Glenn Close Olivia Colman Lady Gaga Melissa McCarthy Melhor Ator Christian Bale Bradley Cooper Willem Dafoe Rami Malek Viggo Mortensen Direção BlacKkKlansman Cold War The Favourite Roma Vice Melhor Ator Coadjuvante Mahershala Ali, Green Book

Review: Homem-Aranha No Aranhaverso

É curioso pensar que este “Homem-Aranha no Aranhaverso” é a primeira grande produção de quadrinhos/super-heróis em animação. Séries animadas para TV vêm sendo feitas por décadas, a DC tem uma grande linha de longas animados feitos para o home vídeo, em compensação apenas a Sony (e apenas agora) resolveu investir de verdade para levar um herói aos cinemas em forma de desenho. Pois essa nova vertente do gênero começa com uma barra altíssima!
Sim, pois salvo por um primeiro ato um pouco arrastado (a armadilha do filme de origem, do que tentam fugir e fazer piada aqui, mas é inevitável com um protagonista inédito como Miles), esse “Aranhaverso” não tem um único defeito que seja. A animação é ousadíssima, começa em uma constante e eventualmente acaba misturando uma quantidade absurda de tipos de traços e modelos de animação diferentes que funcionam juntos e ainda são 100% coerentes ao roteiro, que afinal, trata de misturas de realidades. Por falar no roteiro, ele faz a mágica de trazer o …