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Review: Venom

Desde seu renascimento em 2000 com o primeiro X-men, as adaptações de quadrinhos seguiram um longo percurso. Hoje é possível dividir essa era moderna dos super heróis em duas fases: Entre 2000 e 2008, onde o cinema estava brincando com gênero da maneira que sabia ou conseguia, e o pós 2008, onde Cavaleiro das Trevas e o surgimento do Marvel Studios com Homem de Ferro redefiniram o conceito e a forma de trabalhar esse conteúdo. Mais recentemente, títulos como Logan, Pantera Negra, Deadpool e Mulher-Maravilha abriram novos e mais refinados horizontes cinematográficos para o gênero. Eis que agora vem Venom proporcionar retrocesso.
Sim, pois essa é uma perfeita adaptação de quadrinhos de 2004 ou 2006. Desde o roteiro recheado a clichês e diálogos absurdamente expositivos a um vilão da profundidade de um pirex que só aparece para reforçar artificialmente como é mal, o filme parece se esforçar em repetir erros que eu achei que o gênero já tinha aprendido a não cometer. Inclusive, o banal …
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Por que o Live-action de Mulan Não Será um Remake da Animação

Assim como parte do publico pela internet a fora, eu vinha incomodado com o fato do live-action de Mulan estar tomando uma forma bem diferente da animação clássica de 1998 lançada pela Disney. Afinal, desde Cinderella (2015), o estúdio vem conquistando o publico adulto através da nostalgia, com versão “em carne e osso” das historias com as quais crescemos, acrescentando no máximo uma camada a mais nas modernizadas versões com atores reais em cena. Foi esse incomodo com a mudança de estratégia que me fez ir pesquisar sobre, o que acabou me fazendo entender os motivos por trás dessa decisão e inclusive me converter, pois comercialmente é sim o caminho correto a se seguir.
O que diferencia Mulan de projetos como Cinderella, Mogli e A Bela e a Fera é uma questão bem objetiva: a China. E não, a Disney não está tomando decisões por causa da cultura ou das tradições chinesas, longe disso, o que está sendo levado em conta aqui é o que pode fazer o filme ter um retorno financeiro melhor, e ne…

Review: Os Incríveis 2

Apesar dos vários sucessos comerciais, a Pixar vem deixando a desejar quando se trata de resgatar a magia de seus títulos originais na hora de fazer suas sequências. Salvo Toy Story, que para mim só cresceu a cada filme, o estúdio tem entregado longas de qualidade, porém sem o toque especial de seus antecessores. Para minha alegria, isso não acontece após os 14 anos de espera pelo retorno de Os Incríveis.
O que mais me impressionou nesse filme foi o quão direta ao anterior a sequência é, começando antes do fim do primeiro, tornando possível assistir aos dois como um grande único filme (salvo pela mudança de qualidade de animação, que é gritante, em especial nas cenas que refaz do primeiro). Essa acabou sendo uma decisão inteligente também, pois dado o longo tempo que separa o lançamento dos dois filmes, uma mudança de período dentro da historia talvez dificultasse a relação público-personagem, até porque parte do apelo do filme é nostálgico. Reencontra-los exatamente onde os deixamos…

Review: Homem-Formiga e a Vespa

O primeiro filme do Homem-Formiga apresentava, tal como o poder do personagem, uma aventura em menor escala em relação ao resto do Marvel Cinematic Universe. O filme de assalto fortemente apoiado na comédia foi um respiro para a franquia macro da Marvel depois do segundo Os Vingadores e possivelmente de maneira proposital sua continuação vem logo após o maior evento já lançado pelo estúdio, exercendo essa mesma função. Para nossa sorte, aqui isso é feito com a mesma competência do antecessor.
Foi muito inteligente da parte do diretor Peyton Reed e do produtor Kevin Feige manterem essa franquia em especial sobre questões menores, o que combina com sua escala de filme e o diferencia do restante das produções lançadas pelo estúdio. Depois do épico Pantera Negra e do grande filme-evento Guerra Infinita, esse Homem-Formiga e a Vespa vem como um respiro necessário. É só uma pena que não tenham o mantido um filme tão isolado quanto o anterior, pois a dependência jogada na ligação com Capit…

Review - Jurassic World: Reino Ameaçado

Desde que a sequência de Jurassic World foi anunciada e começamos a ver no marketing do que se tratava o filme eu só conseguia ter um pensamento: “Já tentaram isso antes e não deu certo”. Pois onde O Mundo Perdido falhou, esse Reino Ameaçado acerta e acerta muito! Especialmente pela convicção de quem sabe o que está fazendo.
Apesar de apresentar muita coisa nova a franquia, esse longa tem todo o gosto de um Jurassic Park clássico, o que foi alcançado por pegar uma vertente em especial do filme original e investir pesado nela, o clima de terror/suspense. Não foram duas ou três vezes em que eu me peguei vidrado na tela graças a uma construção de suspense em uma cena que levou ou não a um susto, mas desenvolveu muito bem. O humor e os momentos sentimentais permanecem e são aplicados em momentos bem chave, a fim de manter esse filme parte do todo e não o transformar puramente em algo sombrio, o que acho bem justo, pois destoaria demais dos anteriores. Se você é franquia precisa pensar n…

Review: Han Solo - Uma História Star Wars

Eu nunca acreditei nessa conversa que rola na comunidade nerd de que “a base de fãs do material original precisa ser agradada”, até porque sempre defendi que você não paga um filme de milhões só com essa base de fãs, você precisa conversar com um público maior, etc. Porém a franquia “Star Wars” tem se mostrado capaz de mudar minha opinião, uma vez que foi a reação desses fãs de longa data que manchou a reputação do excelente Os Últimos Jedi e é a mesma virada de costas deles que feriu forte esse Han Solo financeiramente. Não que ele precisasse de ajuda para isso.
A maior verdade sobre esse filme é que ninguém pediu por ele. Seja um fã hardcore da franquia, seja um fã de cinema no geral, ninguém perguntou absolutamente nada sobre as origens do personagem vivido por Harrison Ford no filme original de George Lucas. E não é que você não possa fazer um filme só porque ninguém pediu por ele, mas todo filme precisa apresentar motivos para que você invista tempo e dinheiro nele, vá ver, e q…

Review: Deadpool 2

O ano de 2016 começou regado pelas conversas de "superhero fatigue". Argumentava-se que o gênero mais lucrativo do momento em Hollywood estava caminhando para o seu fim, baseando-se nos casos de "Os Vingadores - Era de Ultron" e "Quarteto Fantástico". Primeiro lançamento de seu tipo em seis meses, "Deadpool" caiu como uma bomba nessa conversa, servindo como o respiro necessário para todo o gênero, rindo de si, dos outros e relembrando a dimensão da versatilidade possível de se extrair de adaptações de quadrinhos. Um doce oitenta e três por cento no Rotten Tomatoes e setessentos milhões mundialmente depois, a sequência vem para elevar o jogo. 
Sim, pois "Deadpool 2" faz o que eu costumo chamar de escola "X-men 2"/"Spider-Man 2" de sequência, um formato que toda continuação de grande sucesso deveria seguir ao meu ver. Ela consiste em basicamente pegar o primeiro filme e o expandir, uma vez que agora tem mais orçament…