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Mostrando postagens de Maio, 2017

Review: Alien Covenant

Primeiro de tudo, eu não tenho vivido essa discordância da maioria com Ridley Scott. Por mais que não esteja no mesmo nível do Alien original, acho Prometheus bastante competente em sua proposta e em Covenant, sequência direta dele, encontrei o mesmo cenário.
Arrisco dizer inclusive que este tem uma vantagem sobre Prometheus quando se trata do aspecto terror. A primeira coisa que mais gostei no filme foram os sustos que ele me deu, algo recorrente no original (que revi antes do filme), nem tão presente no antecessor a este, porém aqui voltamos a nós assustar. Eu tinha achado cedo mostrarem o monstro no trailer também, mas assistindo entendi porque não foi tão revelador, existe todo um processo até aquela forma e é aterrorizante, mas também descobri ao ver o filme que ele não é um filme de monstro.
Em Covenant eles competentemente continuam e até elevam o nível das discussões filosóficas exploradas no anterior, aqui sendo fortemente um filme sobre criação, sobre o que ela representa,…

Por que "Mulher-Maravilha" é um Filme Importante

Eu tenho sido um grande entusiasta do filme da Mulher-Maravilha nas minhas redes sociais, e tenho aproveitado toda oportunidade para divulgar algo que sai sobre ele no espacinho do meu pequeno blog. Tenho mesmo! Com isso outro dia me perguntaram: “Mas como você sabe que o filme vai ser bom?” e a resposta é bem simples, eu não sei! Na verdade, com a estreia se aproximando eu tenho ficado cada vez mais tenso pois é a minha heroína favorita chegando aos cinemas, eu quero muito que venha aí um filme excelente e eu não tenho ideia se ele será. Mas existe uma certeza que eu tenho e é nela que se baseia toda essa minha promoção do filme, a de que ele importantíssimo!  
Por isso resolvi fazer esse texto faltando cerca de 9 dias para a estreia, para explicar um pouco o que faz dele mais que só outro filme de super heróis dentre os vários que temos todo ano e porque é tão importante que ele se saia bem. Talvez você conheça muitos dos motivos a seguir, talvez conheça, mas não tenha os considerado…

Review: Guardiões da Galáxia Vol.2

O primeiro Guardiões da Galáxia foi a maior surpresa proporcionada pelo Marvel Studios e isso é indiscutível. O filme era visto como o primeiro “flop” do estúdio por trazer personagens que ninguém conhecia em uma proposta que fugia completamente do que o universo cinematográfico proposto por eles até então apresentava. Foi um sucesso. Esse sucesso já reflete na data de lançamento, que mudou do fim do verão americano no primeiro para o início dele no segundo, mas reflete também em uma questão mais importante e que precisa ser entendida: o efeito surpresa passou. Uma vez que já se provaram, Guardiões não tem em sua continuação aquele gostinho de novidade e isso é normal. A obrigação do filme não era se reinventar na sequência, mas dar continuidade a sua história, o que ele faz. Dito isso, que ótimo filme é o “Vol.2”! Minhas duas sequências favoritas do gênero até hoje são “X-Men 2” (2003) e “Homem Aranha 2” (2004) justamente porque elas se propõe a pegar o que existe de melhor no original…

Review: A Vigilante do Amanhã - Ghost In The Shell

Então que fui assistir ao filme mais polêmico de 2017 até o momento em que estou escrevendo esse texto. E com todas as headlines sobre boxoffice de protagonistas femininas, whitewashing e adaptação VS original, o que encontrei na sala de cinema foi um bom filme. Então, vamos discutir os assuntos que permeiam esse Ghost In The Shell. Enquanto filme, essa versão tem muito a oferecer, especialmente em termos técnicos. A primeira coisa que mais impressiona é o mundo em que ele se passa, e a cidade velha, tão normal ao nosso tempo, porém revestida em hologramas coloridos faz um contraste não só com uma analogia de futuro, mas com o próprio titulo. A própria cidade é um fantasma revestido por uma capa comercial, manufaturada. O design de personagens também é impecável, prestando várias referências ao “cyberpunk” que o cinema já ofereceu antes, mas sem ultrapassar a linha do cafona. Gosto em especial do Batou de Johan Philip Asbæk e como ele evolui. Já a critérios de adaptação, o filme se m…

Review: Fragmentado

Se existia um consenso sobre Hollywood nos últimos anos era o de que o diretor genial e promissor M. Night Shyamalan tinha se perdido em algum lugar pelo caminho. As experiências tensas e maravilhosas proporcionadas por ele de “O Sexto Sentido” até “A Vila” jamais se repetiram nos filmes que vieram a partir dali. Até agora, pois é com muita alegria que confirmo: Shyamalan está de volta! O que vemos em “Fragmentado” é toda a formula criada e desenvolvida por ele em seus primeiros filmes, aplicada com a maestria que só ele sabe fazer e parecia ter se esquecido de como. Roteiro, ambientação, plot twist, tudo trabalha para desenvolver uma trama complexa, instigante, proporcionando o suspense e horror psicológicos que espantam mais que qualquer filme de terror gore. Ele trabalha aqui não só a já desesperadora situação do sequestro, mas também a da instabilidade, a de não saber com quem se está lidando. Pior que um sequestrador maníaco, só um com 23 personalidades diferentes e que assumem …

Review: Power Rangers

Poucas vezes uma campanha de marketing quis tanto convencer o público de que um filme era ruim como aconteceu neste “Power Rangers”. Posters ruins, trailers sem informação, uma música tema icônica regravada, porém nunca utilizada, tudo ia tão contra o filme que acabei o vendo apenas por falta de ingressos para sessão de outro filme. Foi na sessão que tive a surpresa: Apesar de prometer o contrário, esse reboot de “Power Rangers” é bastante competente! O filme se inspira em “O clube dos Cinco” para desenvolver as relações entre os ainda não Rangers e consegue fazer algo que o “Quarteto Fantástico” de Josh Trank não conseguiu, gastar a maior parte de seu tempo focado no desenvolvimento de personagens, das relações e no preparo dos personagens para se tornar o time título, sem se tornar arrastado. Eu ainda não sei dizer se ele simplesmente executa melhor a proposta ou se ela era mais adequada a um conteúdo com menos obrigações, mas posso garantir que aqui funciona. O trabalho aqui se preoc…

Review: A Bela e a Fera

Apesar de ter visto a Disney acertar a formula de seus remakes live-action de suas próprias animações clássicas após erros como Alice e Malevola nos competentes Cinderella e Mogli, era impossível não sentir um frio na barriga ao entrar na sessão de A Bela e a Fera. Aqui estávamos falando do conto antigo como o tempo, aqui era a reimaginação da animação que marcou minha geração quase inteira, e claramente eles sabiam do peso da responsabilidade, pois a nova versão é mágica! O estúdio sustentou a decisão acertada dos dois filmes anteriores de se manter fiel a animação responsável por esse remake, apenas expandindo o conto. Assim você revisita a historia em sua versão “carne e osso”, mas descobre novos fatos que contribuem a ela, aos personagens e a narrativa no geral. Em A Bela e a Fera, porém esse serviço ganha novos níveis, pois além de expandir o conto, eles o deixam mais sofisticado, adaptando a historia ao nosso momento social e também deixam o desenvolvimento mais crível. Se ante…

Review: Logan

Pergunte a qualquer pessoa na minha faixa de idade e ela dirá que não parece terem se passado 17 anos desde o lançamento de “X-men: O Filme”. Um filme que, além abrir as portas para a retomada do até ali extinto gênero de super heróis, trouxe rostos até então do cinema independente e de arte para o publico mainstream e também apresentou rostos novos que graças a ele se tornaram grandes. Dentre os estreantes estava Hugh Jackman, um australiano do teatro e dos musicais que, quem diria, viria a se tornar o único Wolverine. Em quase duas décadas o cinema e o gênero mudaram, a franquia se renovou, se reescalou, mas Jackman continuou consolidado como o carcaju canadense no qual simplesmente se transformou, algo inacreditável para os que reclamaram até de sua estatura quando foi anunciado. E essa performance tão longa e tão convincente não poderia receber despedida mais digna do que “Logan”, filme no qual retoma parceria com o diretor James Mangold de “The Wolverine” para seu ultimo ato com…

Review: Assassin's Creed

Ah, as adaptações de games. Eis um gênero que luta insistentemente por reconhecimento no cinema e sempre acaba no exato lugar desprivilegiado de sempre. E por mais que pesem a mão, não dá para dizer que a critica especializada está totalmente errada, pois ainda não tivemos um excelente filme baseado em games. Infelizmente, não é Assassin’s Creed que muda essa imagem. Enquanto adaptação é preciso dizer que ele é extremamente eficaz. O conceito do jogo, as locações, os contextos, a historia, tudo conversa em praticamente cem por cento com o que foi apresentado no primeiro jogo da série (o único que joguei até então); é como cinema que Assassin’s Creed falha. Não que estejamos falando propriamente de um filme ruim, ele  diverte, a questão é existir ali um claro potencial de qualidade que poderia passar a linha do simples entretenimento, não ultrapassada por motivos claros. Não souberam construir um mistério, algo intrigante, tal como o próprio jogo faz, inclusive por isso mesmo com um t…

Review: Moonlight

A realidade do protagonista de Moonlight é bem especifica, é a realidade de uma pessoa negra criada na periferia cercado por drogas e violência urbana, dentro e fora de casa.  Não é uma realidade a qual muitos de nós conseguimos nos identificar, mas pela qual com certeza conseguimos ter empatia, o que já faz a experiência do filme bem dramática. Minha surpresa porém foi quando descobri que se tratava da historia de um homossexual, ao só porque  essa realidade se torna ainda mais difícil nesse contexto, mas porque ali, me vi. Pude sentir o nó na garganta quando a mãe (Naomi Harris, em performance extrema) pergunta a Juan (Mahershala Ali, excelente) se ele vai ter coragem de contar ao garoto Chiron porque as outras crianças batem nele. Relembrei o desespero de ficar preso na escola porque um bando de meninos resolveram que queriam me “pegar na saída” por algo que eu não tinha assumido nem pra mim mesmo. E quando Chiron pega a cadeira não pude deixar de me perguntar quantas vezes eu qui…

Review: LEGO Batman - O Filme

Pelo segundo ano consecutivo o gênero de filmes de super-heróis dá sua largada fazendo o que precisa para evitar a tal discutida fadiga do seguimento: rir de si mesmo. Porém, se em 2016 Deadpool tirou sarro de tudo e todos perante o publico limitado da classificação +18, esse ano LEGO Batman brinca com todos dentro e fora do gênero em um filme para toda a família. O filme é inteligente em abraçar tudo sobre o homem morcego feito até hoje, inclusive tratando os grandes filmes e series realizados anteriormente como cânone (ou crises de identidade), o que para mim já é a maior das sacadas do filme, que são inúmeras! A animação é também corajosa ao abordar questões ambíguas sobre o personagem, que vão desde a sexualidade do Robin até a faceta pouco heroica do vigilante de Gotham. Mais importante que isso, o filme prova que é possível explorar o Batman com humor na mesma profundidade do sombrio/gótico/realista usado nas ultimas três décadas no cinema. Quando se está trabalhando um ícone c…

Review: Moana

Depois da instável década de 2000, toda vez que o estúdio principal de animação da Disney lança um novo longa eu fico nervoso; “Será se vão a qualidade cai agora?”. Até hoje não aconteceu e na verdade a qualidade subiu muito de “Bolt” a “Zootopia”, um caminho que continua no lindo “Moana”! Ok, talvez “Moana” apresente a jornada do herói mais tradicional, com uma protagonista em busca do que está além do mundinho onde cresceu e com isso conquistar liberdade e identidade. Mas qual o problema em repetir a formula mais fundamental do cinema? Em especial de maneira tão graciosa. Não falta charme, carisma e cores na animação e o objetivo da moça é convincente para que se compre a aventura. Os roteiristas foram inteligentes também em dar a Moana toda a responsabilidade, porém de não colocar a trajetória toda sobre os ombros da moça, adicionando o semi-Deus Maui. Com ele vem todo o humor e o sarcasmo que falta na protagonista para não deixar a trama arrastada ou longa demais. Importante ress…

Review: La La Land - Cantando Estações

Existia algo de muito mágico na Hollywood dos musicais clássicos. Os cenários claramente artificiais somados as musicam orquestradas, tudo criava um mundo muito charmoso do qual, após visitar, você voltada ao seu mundo real com um sentimento gostoso, não importa qual, mas aquecia o coração. Pois é isso que La La Land resgata. Mais que resgatar, o filme aplica toda essa magia nos dias atuais de forma eficiente. A ambientação obvia na Los Angeles das produções Hollywoodianas que poderia cair em lugar comum aqui serve perfeitamente, afinal não é um filme sobre o novo, mas sobre um contexto lendário que caiu em desuso. É reencontro, não encontro. E é graças a ambientação que conseguimos passear entre a vida real dos protagonistas e os momentos musicais do longa, por serem pessoas reais que se encontram na busca pelo sonho em meio as cidades cenográficas onde eles são construídos. Com essa justificativa o filme perde o medo e aplica tudo o que é necessário para que voltemos a viver os tem…