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Review: Assassin's Creed


Ah, as adaptações de games. Eis um gênero que luta insistentemente por reconhecimento no cinema e sempre acaba no exato lugar desprivilegiado de sempre. E por mais que pesem a mão, não dá para dizer que a critica especializada está totalmente errada, pois ainda não tivemos um excelente filme baseado em games. Infelizmente, não é Assassin’s Creed que muda essa imagem.
Enquanto adaptação é preciso dizer que ele é extremamente eficaz. O conceito do jogo, as locações, os contextos, a historia, tudo conversa em praticamente cem por cento com o que foi apresentado no primeiro jogo da série (o único que joguei até então); é como cinema que Assassin’s Creed falha. Não que estejamos falando propriamente de um filme ruim, ele  diverte, a questão é existir ali um claro potencial de qualidade que poderia passar a linha do simples entretenimento, não ultrapassada por motivos claros. Não souberam construir um mistério, algo intrigante, tal como o próprio jogo faz, inclusive por isso mesmo com um tempo curto de duração, a sensação é de que sobra informação, sobra cena.
Quando foi comentado que o filme se passaria mais no presente que no passado eu achei interessante, porém a falta de medida acabou prestando um desserviço aos momentos na Espanha medieval, pois não acontece uma introdução impactante e nem mesmo aquele momento memorável que possa fazer dessa parte sua grande favorita.
Já o elenco premiado que tanto foi usado como argumento no marketing traz a atuação esperada de seus nomes ou prêmios, mas sozinhos eles não elevam o nível do filme. Fassbender deixa claro que consegue transformar qualquer coisa em opera, levando a lagrimas logo na primeira cena. Marion Cotillard e Jeremy Irons são consistentes na relação “pai VS filha” e contribuem para a vantagem que o núcleo presente tem. Alias, eis algo que faltou nas cenas do passado, momentos grandes para Michael e mais alguém podendo servir neste nível.
No fim, Assassin’s Creed entrega um filme até bonito esteticamente, que diverte descompromissadamente, mas deixando aquele gosto de se tivesse se levado a sério poderia ter oferecido mais. Claramente essa não era a intenção e a própria escolha da trilha de rádio ao invés da clássica (que caberia muito melhor) reforçam em muito essa aura, porém ela parece inadequada. Se a seriedade vendida pelos “Os indicados ao Oscar…” apresentados no pôster tivesse sido aplicada na produção do filme, talvez ele tivesse virado o jogo para o gênero. Não foi dessa vez.

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