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Mostrando postagens de Outubro, 2017

Review: Thor Ragnarok

Nessa onda crescente do gênero de super-heróis no cinema nas ultimas duas décadas, existiam dois que sofriam especialmente do mesmo problema: Wolverine e Thor.  Ambos tiveram um excelente casting, contribuem muito para os filmes de equipe quais participam (X-men e Vingadores, respectivamente), porém nunca conseguiram lançar filmes solos unanimemente bons. Curioso também como para ambos serviu a regra do “the third is the charm” e inclusive no mesmo ano, pois tal como Logan foi para o Wolverine, Ragnarok é onde o Deus do Trovão finalmente encontra sua identidade.
Curiosa também a contradição de caminhos, pois enquanto ao mutante faltavam maturidade e brutalidade, tanto física quanto dramática, o que faltava a Thor era se levar menos a sério. Pois o filme do talentoso diretor Taika Watiti (o terceiro diretor na franquia) o leva zero a sério, sendo justamente seu timing impecável para comédia o que dá vida nova ao Deus nórdico. Esse filme abraça o lado ridículo de toda a pompa de reino…

Review: Blade Runner 2049

Antes de falar sobre o novo Blade Runner é interessante fazer um pequeno panorama sobre o filme original. Lançado em 1982 ele se tornou um clássico Cult que influenciou animes e filmes de ficção cientifica que vieram depois dele ao ponto de que se você nunca o assistiu e for o assistir hoje (como eu fiz), vai perceber que passou a vida assistindo a vários filmes que fizeram referencia ou se inspiraram nele. Apesar disso o filme foi um fracasso de bilheterias quando saiu, se tornando um clássico posteriormente no home vídeo e eu acredito que isso tenha acontecido pelos mesmos motivos quais a sequência segue o mesmo caminho.
Primeiramente eu preciso falar o quão lindo ele é. O diretor Denis Villeneuve e seu recorrente parceiro de fotografia Roger Deakins (essa é a segunda parceria, a primeira foi Sicario) já são conhecidos pelo trabalho visual de seus filmes e aqui eles tiveram uma das melhores bases artísticas do cinema sci-fi pra trabalhar em cima. Isso resultou em um filme que não …

Review: Mãe!

Se tratando de um filme tão diferente quanto Mãe!, não é estranho que esse vá ser um review diferente. Neste review em especial eu vou falar o que achei do filme e o que entendi dele, por essa razão já darei um aviso: se você não assistiu ao filme ainda, pare por aqui e volte apenas quando tiver assistido. Digo isso porque o filme é pura metáfora e simbologia, deixando passível a diversas interpretações e a melhor maneira de descobrir a sua é ir ao cinema sem influências.
Ainda aqui? Ok, vamos lá. Eu estranhei muito quando, ao fim da sessão, ouvi alguém dizer algumas filas acima de mim: “- Não entendi nada”. Vivemos em uma sociedade de grande maioria religiosa ou de pelo menos criação religiosa e onde a Bíblia Sagrada é o livro mais vendido do mundo, sendo assim, como é possível que as pessoas tenham dificuldade em entender uma analogia a ela quando veem? Pois pra mim essa foi a interpretação primaria de Mãe!, uma grande releitura da Bíblia, desde Gênesis até o Apocalipse, em uma ve…