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Ranking: Os filmes de Super-Heróis de 2017!




Antes de começar essa lista preciso destacar algo importante: não tivemos nenhum filme ruim do
gênero de super-heróis esse ano! Importantíssimo pois mostra o crescimento do segmento em
Hollywood e a preocupação com a qual estúdios tem o tratado, além de atestar contra a suposta
fadiga que vem sendo profetizada por anos. Nesse ritmo ela vai demorar a acontecer. Sem mais
delongas, vamos ao ranking dos meus favoritos.

1 - Logan
Sem exagero, Logan é o mais próximo que o gênero já chegou de fazer um filme arte. Logan é poético, é sobre as relações e os demônios pessoais de um herói que já viveu demais, além de pela primeira vez tocar num ponto onde todos chegamos: a velhice, suas limitações, o fim da vida. As atuações são intensas, as decisões são corajosas e somada a versão preto e branco, esse é um novo clássico. Logan não é só um ótimo filme de gênero, é um ótimo filme e ponto.



Foram 75 anos de espera, mas a maior super-heroína de todas finalmente ganhou seu primeiro filme
solo, e que lindo foi esse debut! Seguindo a necessária fórmula do filme-origem de super-herói para um
nome que nunca recebeu um tratamento nessa mídia, a diretora Patty Jenkins seguiu a jornada do herói
com muitas decisões de bom gosto, que somadas ao carisma de Gal Gadot e o charme de Chris Pine
trouxeram Diana de Temiscira ao nível de seus colegas de trindade da DC.



Os guardiões de James Gunn trouxeram originalidade e sagacidade ao Universo Cinematográfico
Marvel e na continuação não foi diferente. Cumprindo todas as obrigações da sequência de um sucesso,
o filme levou o time um passo a frente, expandiu seu universo e sua mitologia, além de proporcionar o
melhor vilão do UCM até hoje (que também é o melhor vilão do ano). Dei um crédito especial a ele
também por não ter caído na armadilha do over-use do imediatamente popular Baby Groot.



O que dizer de um filme que trouxe Cate Freaking Blanchett ao genero de super-herois? Era bem claro
que o Marvel Studios não sabia o que fazer com Thor e entrega-lo nas mãos de Taika Waititi foi a melhor
decisão. Claramente inspirado no que vinha sendo feito com Guardiões, esse humor exagerado e auto
-paródia funcionou muito bem nas origens absurdas do personagem e fez excelente uso da veia cômica
do protagonista. Não é tão memorável, mas deu vida nova a uma franquia que até então era a mais
esquecível no vasto universo qual faz parte.


Digam o que quiserem, apontem o quanto for a conturbada produção, o importante é o produto final, e o
que Liga da Justiça entregou foi uma experiência divertidíssima. O elenco é impecável, tem a química
necessária para que um grupo funcione, trouxe a melhor versão até agora do Superman de Henry Cavill
e inclusive seu retorno está entre as minhas sequências favoritas do gênero. Esse filme está nessa
posição por outra razão importante: fator replay. Eu vou voltar a esse filme incansavelmente, vai ser
daqueles de reassistir diversas vezes, pois é entretenimento puro.


Sim, eu tenho uma boa razão para o queridíssimo reboot do Aranha dentro do UCM estar em última
posição (lembrando que não achei nenhum filme aqui ruim). Todos os filmes acima tem pelo menos
uma sequência memorável, uma cena que entra fácil nas melhores já proporcionadas pelo gênero,
menos esse. Todo super herói precisa de seu grande momento, do momento pelo qual será lembrado,
e apesar de leve, divertido e certamente a melhor opção de reinterpretação do personagem no
momento, o único grande momento dele é um callback ao filme de 2004 que precisa do resgate do
Homem de Ferro. Repito, excelente abordagem, sem duvidas a ideal, mas faltou aquele momento.

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