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Review: O Rei do Show




Desde que o vi apresentar o Oscar que eu tinha essa vontade de ver Hugh Jackman em um musical, mas não no estilo do excelente Os Miseráveis, eu queria o ver em um musical espetáculo como os que ele fazia no teatro quando o descobriram para fazer seu icônico papel do Wolverine. Pois tive meu sonho realizado com O Rei do Show, e que sonho bonito foi esse!

O musical preenche todos os requisitos de espetáculo, com números musicais inventivos, cheios de cores, coreografias e até mesmo efeitos especiais para reproduzir toda a grandiosidade do circo imaginado pelo protagonista de Jackman em seus mil sonhos. Aliás, é “A Million Dreams” o meu momento favorito, com quadros que entram fácil na lista de cenas mais bonitas que já vi no cinema. Um ou outro musical, especialmente os que se passam dentro do circo, acabam tendo uma aparência mais broadway que cinema, porém a intenção era possivelmente essa e condiz com o “sob a tenda” que virou a marca do circo futuramente.

Apesar de visualmente impecável, é na música que a magia de O Rei do Show de concretiza. Eu estou sem exagero ouvindo essa trilha sonora diariamente desde que assisti ao filme em dezembro, pois é impossível não se contagiar pelas letras motivacionais, pelos coros, pela crescente da melodia que leva a um ápice que se você se distrair, sai dançando pela rua. Neste requisito, além de Hugh Jackman, vale muito destacar Keala Settle, a Mullher-Barbada, que entrega a canção definitiva do filme com “This is Me”.

Além dos dois, impecáveis em seus papeis, vale muito destacar Zac Efron, que mostra que seu potencial para musicais vai muito além de High School Musical, algo em que ele devia investir mais. Aliás, o romance de seu personagem e Zendaya é muito convincente, até mesmo por trazer uma questão social importante para o filme. Acho importante destacar também que apesar do papel simples, Michelle Williams parece iluminada por uma luz “Grace Kelly” no filme, com um ar imaculado hipnotizador.

O ponto fraco do longa está na história. Escreveram uma jornadinha heroica tradicional, previsivel com todos os clichês de onde parte a onde chega. Fora isso, se a intenção era adaptar superficialmente a vida do criador do circo, deviam ter aberto mão dos nomes verdadeiros, pois quem sabe como era realmente P. T. Barnum dificilmente se convence da versão de Hugh Jackman e pode até se ofender com ela, como foi o caso de algumas critica.

Servindo, apesar da narrativa, um espetáculo contagiante, O Rei do Show entra fácil na lista dos melhores musicais recentes pelo que proporciona, visual e musicalmente. A critérios de entretenimento ele entrega um musical contemporâneo, para um público moderno, quase no nível de Moulin Rouge. Vale muito o ingresso (e pelo menos o stream da trilha).

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