Pular para o conteúdo principal

Ranking: Os Indicados a Melhor Filme no Oscar 2018



Com um pouco de dedicação (e estreias não adiadas aqui no Brasil) eu consegui, pela primeira vez em um bom tempo, assistir a todos os indicados a categoria Melhor Filme no Oscar 2018. Justamente por estar dedicado a os assistir ainda não fiz o review de todos eles, os que já tiverem deixarei como link, porém em aquecimento a cerimônia, eis o meu ranking dos indicados, indo do melhor ao pior:

Dirigido por: Guilhermo Del Toro
Roteiro: Guilhermo Del Toro & Vanessa Taylor

#2 – Dunkirk
Dirigido por: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan

#3 – Corra!
Dirigido por: Jordan Pelee
Roteiro: Jordan Pelee

Dirigido por: Luca Guadagnino
Roteiro: James Ivory

#5 – Três Anuncios para Um Crime
Dirigido por: Martin McDonagh
Roteiro: Martin McDonagh

#6 – Lady Bird
Dirigido por: Greta Gerwig
Roteiro: Greta Gerwig

#7 – O Destino de Uma Nação
Dirigido por: Joe Wright
Roteiro: Anthony McCarten

#8 – The Post
Dirigido por: Steven Spielberg
Roteiro: Liz Hannah & Josh Singer

#9 – Trama Fantasma
Dirigido por: Paul Thomas Anderson
Roteiro: Paul Thomas Anderson

Extra: Quem merecia ter entrado!

Além de realmente não ter gostado da nona posição, eu ainda acho que esse ano merecia ser o primeiro a bater o numero de dez indicações a melhor filme. Pois eis quem eu indicaria ao décimo espaço, ou no lugar de Trama Fantasma:

I, Tonya:
Divertido, atrevido e de altíssima qualidade, tanto que está indicado em várias outras categorias, merecia muito estar no prêmio principal.

Primeiro “filme arte” do gênero de super-herois, era o candidato perfeito para a prometida renovação na academia, que pretendia estar mais abertas a blockbusters. Entrou em uma categoria principal com a de Roteiro Adaptado, porém acabou injustiçado na Melhor Filme e Ator Coadjuvante, onde também merecia entrar.

Animações acabam ficando restritas a categoria e perdem a chance de serem enaltecidas como filme no geral, e o trabalho incrível de representatividade cultural de Viva merecia muito quebrar essa barreira. É um excelente filme fora animação.


Essa franquia no geral é muito injustiçada e o avanço tecnológico que ela traz ao cinema merecia reconhecimento. Tão injusto quanto é deixar Andy Serkins de fora pelo inovador trabalho de atuação, é não prestigiar o filme como um todo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Por que o Live-action de Mulan Não Será um Remake da Animação

Assim como parte do publico pela internet a fora, eu vinha incomodado com o fato do live-action de Mulan estar tomando uma forma bem diferente da animação clássica de 1998 lançada pela Disney. Afinal, desde Cinderella (2015), o estúdio vem conquistando o publico adulto através da nostalgia, com versão “em carne e osso” das historias com as quais crescemos, acrescentando no máximo uma camada a mais nas modernizadas versões com atores reais em cena. Foi esse incomodo com a mudança de estratégia que me fez ir pesquisar sobre, o que acabou me fazendo entender os motivos por trás dessa decisão e inclusive me converter, pois comercialmente é sim o caminho correto a se seguir.
O que diferencia Mulan de projetos como Cinderella, Mogli e A Bela e a Fera é uma questão bem objetiva: a China. E não, a Disney não está tomando decisões por causa da cultura ou das tradições chinesas, longe disso, o que está sendo levado em conta aqui é o que pode fazer o filme ter um retorno financeiro melhor, e ne…

Review: Os Vingadores - Guerra Infinita

Dez anos se passaram desde que a Marvel Entertainment se recuperou da terrível crise financeira que enfrentou nos anos 1990, e através dos lucros alcançados com a venda dos direitos de seus principais títulos para estúdios de cinema decidiu caminhar com as próprias pernas por esse mercado, lançando o Marvel Studios. Dezenove filmes e uma absorção pelo gigantesco conglomerado Disney depois, o estúdio estreante mudou as regras do jogo, trouxe um conceito mais próximo do desenvolvimento de quadrinhos para o cinema e tomou a liderança do gênero, o que culmina no evento que é Guerra Infinita. E que evento!
Sim, porque acreditávamos ter presenciado um filme evento com o primeiro Os Vingadores, até mesmo com o segundo, mas se tínhamos, o conceito acabou de subir de nível com esse terceiro “assemble”. O que assisti ontem não foi um filme, foi uma experiência cinematográfica, foi algo inédito em escala, em conceito, em proporções! A promessa de um gigantesco crossover de quadrinhos reproduzid…

Review: Venom

Desde seu renascimento em 2000 com o primeiro X-men, as adaptações de quadrinhos seguiram um longo percurso. Hoje é possível dividir essa era moderna dos super heróis em duas fases: Entre 2000 e 2008, onde o cinema estava brincando com gênero da maneira que sabia ou conseguia, e o pós 2008, onde Cavaleiro das Trevas e o surgimento do Marvel Studios com Homem de Ferro redefiniram o conceito e a forma de trabalhar esse conteúdo. Mais recentemente, títulos como Logan, Pantera Negra, Deadpool e Mulher-Maravilha abriram novos e mais refinados horizontes cinematográficos para o gênero. Eis que agora vem Venom proporcionar retrocesso.
Sim, pois essa é uma perfeita adaptação de quadrinhos de 2004 ou 2006. Desde o roteiro recheado a clichês e diálogos absurdamente expositivos a um vilão da profundidade de um pirex que só aparece para reforçar artificialmente como é mal, o filme parece se esforçar em repetir erros que eu achei que o gênero já tinha aprendido a não cometer. Inclusive, o banal …