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Review: Operação Red Sparrow




Depois do terror/horror, thrillers de espionagem são o tipo de filme que considero mais difíceis de serem acertados. Tudo precisa funcionar de forma coesa e não revelativa, desde o roteiro até a edição, para não só criar, mas narrar uma trama que consiga ser intrigante no desenvolvimento e surpreendente no final. Pois mesmo sem inventar a roda, Operação Red Sparrow consegue marcar todas essas caixas.

A primeira coisa que acho importante ressaltar e até mesmo informar é que não se trata de um filme de ação. Acredito que essa expectativa foi criada em mim e talvez em mais pessoas pelas comparações com Atomica (2017) e com a origem da Viúva Negra da Marvel, porém o filme é puramente um thriller, com apenas uma única cena de ação bem tardia. A intenção aqui é acompanhar a trama entre duas organizações e dois espiões e o famoso jogo do “quem está enganando quem”. O que é feito com bastante competência.

O longa alude muito aos clássicos do gênero inclusive, especialmente nos cenários que variam entre o muito elegante e ornamental e o pálido/cinza. Porém Operação Red Sparrow tem uma certa personalidade que proporciona um ar mais inédito, o que acredito ser crédito do roteiro e da performance de Jennifer Lawrrence. Eu até duvidava dela nesse tipo de papel por acha-la mais “soft”, o que me incomoda até mesmo no papel da Mística da franquia X-men em critérios de longo prazo (inicialmente era necessário), porém até pela construção de personagem aqui, ela está perfeitamente escalada.

No geral, mesmo não sendo um grande inovador, esse é um filme que acaba se justificando por ter uma proposta sólida e se dedicar a ela, entregando o que tem que entregar sem deixar débitos. Muitíssimo bem dirigido, igualmente bem atuado e escrito, Operação Red Sparrow me passou uma sensação de objetivo cumprido, ao ponto de que discordo das alegações de críticos dele ser talvez longo demais. É um filme que se dá o tempo que precisa para construir e resolver sua historia e isso é muito positivo. Valeu o ingresso.

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