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Mostrando postagens de Abril, 2018

Review: Os Vingadores - Guerra Infinita

Dez anos se passaram desde que a Marvel Entertainment se recuperou da terrível crise financeira que enfrentou nos anos 1990, e através dos lucros alcançados com a venda dos direitos de seus principais títulos para estúdios de cinema decidiu caminhar com as próprias pernas por esse mercado, lançando o Marvel Studios. Dezenove filmes e uma absorção pelo gigantesco conglomerado Disney depois, o estúdio estreante mudou as regras do jogo, trouxe um conceito mais próximo do desenvolvimento de quadrinhos para o cinema e tomou a liderança do gênero, o que culmina no evento que é Guerra Infinita. E que evento!
Sim, porque acreditávamos ter presenciado um filme evento com o primeiro Os Vingadores, até mesmo com o segundo, mas se tínhamos, o conceito acabou de subir de nível com esse terceiro “assemble”. O que assisti ontem não foi um filme, foi uma experiência cinematográfica, foi algo inédito em escala, em conceito, em proporções! A promessa de um gigantesco crossover de quadrinhos reproduzid…

Review: Com Amor, Simon

“You need to exhale”. De tudo que falou diretamente comigo em “Com Amor, Simon”, essa frase da mãe do protagonista, interpretada por Jennifer Garner, foi a que me cortou mais fundo. Foi exatamente a sensação que tive quando me assumi gay para minha mãe, a de quem respirava pela primeira vez depois de muito tempo prendendo o ar. Alias esse filme pra mim foi todo sobre isso, sobre como a adolescência homossexual foi, poderia ter sido ou merecia ter sido, em um retrato muito doce e muito honesto.
Digo honesto, pois aqui não temos um protagonista que faz tudo certo ou pensa no bem maior em tempo integral, mas que acaba por tomar decisões ruins a fim de se proteger também, e não tem nada mais relacionável que isso. Pergunte a qualquer gay e eu te garanto sem medo que a grande maioria dirá que a adolescência foi a pior fase da vida, foi onde foi mais atacado e onde se sentiu menos protegido, logo, onde mais teve que se proteger. E quantas decisões erradas nascem dessa necessidade de se de…

Review: Jogador Nº 1

De todas as perguntas difíceis feitas a um apaixonado por cinema, apenas uma eu consigo responder sem a menor dificuldade: “Qual o seu diretor favorito?”. Sendo um filho dos anos 1990 eu cresci assistindo aos filmes da fase mais marcante da carreira de Steven Spielberg, que construiu não só seu nome, mas todo o conceito de blockbuster de Hollywood como se conhece hoje, e com isso construiu também minha paixão pelo cinema. Por essa razão, vê-lo voltar ao gênero que o consagrou e através de um material que homenageia a cultura pop, em muito por ele alimentada, é uma aposta que tinha tudo para dar certo. E deu!
Em Jogador Nº1 não somos apresentados apenas a uma homenagem a cultura pop, mas também transportados para o tipo de filme que a constituiu originalmente, qual não vemos há um bom tempo. Os filmes de aventura do fim dos anos 1970 até meados dos anos 1990 tinham uma aura muito particular, traziam uma empolgação na jornada que te prendia ao sofá, e é esse tipo de sensação que é res…