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Review: Homem-Formiga e a Vespa




O primeiro filme do Homem-Formiga apresentava, tal como o poder do personagem, uma aventura em menor escala em relação ao resto do Marvel Cinematic Universe. O filme de assalto fortemente apoiado na comédia foi um respiro para a franquia macro da Marvel depois do segundo Os Vingadores e possivelmente de maneira proposital sua continuação vem logo após o maior evento já lançado pelo estúdio, exercendo essa mesma função. Para nossa sorte, aqui isso é feito com a mesma competência do antecessor.

Foi muito inteligente da parte do diretor Peyton Reed e do produtor Kevin Feige manterem essa franquia em especial sobre questões menores, o que combina com sua escala de filme e o diferencia do restante das produções lançadas pelo estúdio. Depois do épico Pantera Negra e do grande filme-evento Guerra Infinita, esse Homem-Formiga e a Vespa vem como um respiro necessário. É só uma pena que não tenham o mantido um filme tão isolado quanto o anterior, pois a dependência jogada na ligação com Capitão América – Guerra Civil, especialmente quando aquele arco já avançou para o que vimos no terceiro filme dos Vingadores, acabou me deixando um gosto de timing errado. Eu afirmaria com cem por cento de certeza que ele deveria ter sido lançado antes, se não fosse pela cena pós-créditos diretamente ligada aos eventos do ultimo e do próximo filme evento do MCU.

E por mais inteligente que a decisão de escala do filme tenha sido, em alguns momentos eu tive a impressão do filme estar sendo “básico demais”. Era como se o filme estivesse se esforçando para ser pequeno, e por mais que isso combine muito com o personagem sozinho, uma vez que você bate tanto no martelo dele fazer parte de um universo de eventos maiores, talvez um pouco mais de ousadia não teria matado ninguém.

Contudo, este está longe de ser um filme ruim. O longa é charmosíssimo e com um elenco extremamente carismático, capaz inclusive de suprir a falta de surpresas, uma vez que as principais cenas de ação já tinham sido entregues nos trailers. As relações de todo o núcleo principal são super convincentes, o que faz o filme ser mais sobre elas e emprega importância ao seu objetivo num todo: salvar uma pessoa. Paul Rudd está mais simpático que nunca e sua química com Evangeline Lily é natural. Falando nela, que excelente adição ao panteão de heróis do MCU! Além de funcionar muito bem com ele, sendo o oposto direto do Homem-Formiga em personalidade e estilo, ela é uma badass completa, mostrando que Hope estava pronta para assumir esse manto a vida toda.

E é assim, mantendo seu charme e sua menor escala que Homem-Formiga e a Vespa proporcionam uma experiência divertida e muito simpática. Poderia ter sido mais ousado, mas como aqui fazem um uso dos poderes do herói em um nível de criatividade que os quadrinhos jamais conseguiram, o saldo final é positivo. Vale o ingresso.

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